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O medicamento foi aprovado pela CONITEC. Isso garante cobertura na saúde suplementar?

A resposta é não. Entender o porquê pode mudar completamente o planejamento de entrada de uma importadora no mercado privado de saúde. Existe um equívoco comum entre importadoras de medicamentos e tecnologias em saúde que atuam ou pretendem atuar no mercado brasileiro: confundir incorporação ao SUS com obrigatoriedade de cobertura nos planos de saúde. São dois fluxos distintos. Com regras distintas. Com resultados que podem ser completamente diferentes para o mesmo produto. A

Atesta CFM e fraudes em atestados: Como práticas simples de compliance protegem o faturamento de hospitais e clínicas

A falsificação de atestados médicos é um problema antigo, mas seus impactos sempre foram bastante sensíveis para todos os envolvidos. Para além do risco ético e disciplinar, a circulação de atestados falsos ou emitidos sem critério técnico pode gerar prejuízos financeiros, passivos trabalhistas e danos reputacionais. O Conselho Federal de Medicina estruturou o Atesta CFM  como plataforma oficial para centralizar, validar e rastrear a emissão de atestados médicos no Brasil. N

Compliance Regulatório: começa no modelo operacional da importadora

Quando se fala em compliance regulatório no contexto das importações, ainda é comum associar o tema à fase final do processo: conferência documental, desembaraço aduaneiro e respostas a fiscalizações. Essa visão, além de limitada, é perigosa. Na prática, o compliance regulatório começa muito antes, no próprio modelo operacional da importadora. Ele nasce na forma como a empresa estrutura seus processos, escolhe fornecedores, organiza fluxos logísticos e gerencia riscos regulat

Inspeções Regulatórias: como EMA, FDA e ANVISA atuam — e o que isso muda na sua estratégia de compliance regulatório

Empresas da indústria farmacêutica e de saúde que atuam em mercados regulados precisam lidar com diferentes modelos de fiscalização sanitária. As inspeções conduzidas pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), pela Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) apresentam diferenças relevantes de escopo, frequência, abordagem e poder de enforcement — diferenças que impactam diretamente a estratégia de complianc

Ransomware e Sequestro de Dados na Saúde: o risco que pode paralisar sua operação

O setor de saúde tornou-se um dos principais alvos de ataques de ransomware e sequestro de dados no mundo. Não por acaso: informações médicas são altamente sensíveis e, muitas vezes, protegidas por estruturas de segurança frágeis. Hospitais, clínicas, operadoras e healthtechs seguem no topo da lista dos cibercriminosos. Um único ataque é capaz de paralisar sistemas assistenciais, interromper atendimentos, expor dados de pacientes e gerar passivos regulatórios relevantes, espe

SaMD na Mira da ANVISA: o risco invisível dos softwares clínicos sem registro

A transformação digital na saúde avançou mais rápido do que a maturidade regulatória de muitas instituições. Atualmente, os Softwares influenciam diretamente decisões clínicas e é exatamente por isso que a ANVISA intensificou a fiscalização sobre os chamados Softwares como Dispositivos Médicos (SaMD). Em termos regulatórios, de acordo com a ANVISA, software que impacta diagnóstico, conduta ou tratamento é dispositivo médico. E operar sem o registro na agencia regulatória pas

Tendências da ANS para 2026: o que muda na fiscalização, nos dados e no cuidado assistencial

As movimentações mais recentes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) indicam que 2026 não será apenas mais um ano regulatório. Trata-se de uma virada estrutural  na forma como a Agência fiscaliza, coleta dados, avalia desempenho e induz comportamentos no setor. Para operadoras, hospitais, clínicas e demais instituições de saúde, acompanhar essas tendências deixou de ser uma atividade acessória e passou a ser parte central da estratégia de sustentabilidade, governança

Inteligência Artificial no Diagnóstico: Quem responde pelo erro do algoritmo?

A Inteligência Artificial deixou de ser promessa e já faz parte da rotina de clínicas, hospitais e laboratórios. Algoritmos auxiliam na leitura de exames de imagem, triagens clínicas, estratificação de risco e apoio à decisão médica. Mas a pergunta que começa a aparecer nas mesas de diretoria e nos jurídicos é direta: quando a IA erra, quem responde? Em 2025 fizemos grandes avanços. Em 2026, essa não será uma discussão teórica. Será um tema central de governança, compliance e

Burnout e Segurança do Paciente: quando a exaustão da equipe vira erro assistencial e prejuízo financeiro

Janeiro Branco chama atenção para a saúde mental. Para instituições de saúde, porém, esse tema vai muito além do cuidado individual: burnout é risco assistencial, jurídico, reputacional e financeiro. Em hospitais, clínicas e laboratórios, equipes exaustas afetam diretamente a segurança do paciente e a sustentabilidade da operação. Estudos internacionais mostram que profissionais de saúde com burnout dobram o risco de incidentes assistenciais, como falhas de comunicação, erros

Por que o Compliance será o fiel da balança para a sobrevivência das instituições de saúde em 2026?

Durante muitos anos, o crescimento do setor de saúde esteve apoiado em uma lógica conhecida: expansão por volume. Mais atendimentos, mais exames, mais procedimentos. Esse modelo entrou em esgotamento. Os dados de 2025 mostram que o sistema como um todo passou a operar sob forte pressão de eficiência, exigindo maturidade de gestão tanto de operadoras quanto de prestadores. A sinistralidade das operadoras médico-hospitalares atingiu 81,9% entre janeiro e setembro, o menor patam

Prontuário Eletrônico e WhatsApp: Onde mora o perigo da LGPD na sua operação hoje?

A digitalização da saúde evoluiu mais rápido do que a capacidade das instituições de criarem barreiras de proteção. Não existe mais “perímetro de segurança”: hoje, os riscos não estão no servidor — estão no bolso do colaborador, nas trocas de mensagens, nas senhas compartilhadas e nos atalhos da rotina . Esse é o cenário que hospitais, clínicas e laboratórios precisam enfrentar no final de 2025 e início de 2026. A dúvida já não é se  haverá incidentes, mas onde  eles surgirão

Planejamento de Compliance na Saúde para 2026: O Guia Definitivo para Gestores e Decisores

O ano de 2025 foi um divisor de águas para o setor de saúde suplementar. Operadoras enfrentaram desafios históricos na busca pela sustentabilidade; hospitais e clínicas conviveram com glosas crescentes; e a vigilância regulatória atingiu um patamar raramente visto. Ao olhar para 2026, a pergunta não é “quanto vamos faturar?” , mas sim: “quais riscos podem paralisar minha operação — e o que estou fazendo hoje para evitá-los?” A seguir, estão os três pilares essenciais  que pre

O que a 46ª Reunião Técnica da COSAÚDE revela sobre riscos, tendências e impactos imediatos para instituições de saúde

A 46ª Reunião Técnica da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos da Saúde Suplementar trouxe debates densos, cifras altas e, principalmente, sinais claros de como a regulação assistencial da ANS está caminhando para um modelo mais exigente, mais técnico e financeiramente mais rigoroso. Para hospitais, clínicas, operadoras e empresas da saúde, há pontos de atenção que podem se transformar em riscos concretos — regulatórios, financeiros e até reputacionais — c

O que a 19ª Reunião Ordinária da DICOL revela e como clínicas, hospitais e laboratórios podem usar essas decisões para fortalecer o compliance

Toda reunião ordinária da Diretoria Colegiada da Anvisa é, na prática, uma fotografia do futuro regulatório. E quem atua na saúde sabe: quando a Anvisa se movimenta, a rotina das instituições também muda — da farmácia hospitalar à sala de vacinação, do estoque ao faturamento. A 19ª Reunião Ordinária Pública da DICOL, realizada em 19 de novembro de 2025, trouxe justamente esse tipo de sinalização: ajustes técnicos que parecem pontuais, mas que mexem com controle de estoque, ra

Reforma Tributária no Setor Saúde: Simplicidade na Teoria, Complexidade na Prática e por que isso exige um olhar técnico imediato

A Reforma Tributária sobre o consumo promete reorganizar o sistema, eliminando cinco tributos (IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS) e criando três novos: CBS, IBS e o Imposto Seletivo (IS) . No papel, essa mudança representa a promessa de um “IVA Dual” mais limpo, racional e transparente. No mundo real, especialmente no Setor Saúde , a história é bem mais complexa. Hospitais, clínicas, laboratórios, operadoras e profissionais de saúde organizados como pessoa jurídica enfrentarão um

Código de Conduta na Saúde: Por que Códigos Genéricos Enfraquecem a Integridade Corporativa

Um código de conduta eficiente  é muito mais do que um documento bonito ou obrigatório para constar no programa de integridade. Ele é — ou deveria ser — o reflexo da identidade ética de uma instituição, especialmente no setor da saúde, onde as decisões impactam diretamente a segurança, a confiança e a vida das pessoas. No entanto, ainda é comum ver empresas da área da saúde adotando modelos prontos e genéricos , copiados de outras organizações, na tentativa de “cumprir a form

Danos reputacionais e o papel do compliance no terceiro setor: lições do caso das doações desviadas em Santa Catarina

Caso de desvio de doações a hospitais em SC evidencia a importância do compliance e da gestão de riscos na proteção da reputação institucional. O escândalo envolvendo o desvio de milhões de reais em doações destinadas a hospitais filantrópicos de Santa Catarina é um alerta contundente sobre a importância do compliance e da gestão de riscos reputacionais no terceiro setor. A operação da Polícia Civil revelou um esquema estruturado de fraude, em que empresas intermediárias capt

Radar Regulatório: Riscos, Impactos e Decisões da 45ª Reunião Técnica da COSAÚDE

A 45ª Reunião Técnica da COSAÚDE trouxe discussões sobre novas tecnologias, riscos de judicialização e sustentabilidade financeira no Rol da ANS. Veja como isso impacta clínicas, hospitais e a gestão de compliance no setor de saúde suplementar. A 45ª Reunião Técnica da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (COSAÚDE)  consolidou-se como um marco na agenda regulatória da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) . A reunião debateu tec

Riscos Invisíveis no Setor de Saúde: quatro riscos que devem ser evitados para manter a sustentabilidade da instituição de saúde

No setor de saúde, nem sempre os maiores riscos são os mais visíveis. Enquanto a atenção se volta para resultados assistenciais, custos com insumos e metas financeiras, há um conjunto de riscos silenciosos que, se não forem monitorados, corroem a sustentabilidade e a reputação das instituições da área da saúde  — clínicas, hospitais, laboratórios e operadoras. Esses riscos invisíveis surgem, muitas vezes, nos bastidores: contratos mal geridos, falhas de comunicação entre seto

Glosas em exames médicos: 5 situações comuns, soluções práticas e o impacto no faturamento

As glosas em exames médicos  representam um desafio crônico e crescente para a saúde financeira de clínicas, laboratórios e hospitais . Essas recusas parciais ou totais no pagamento de procedimentos afetam diretamente o fluxo de caixa e, quando não gerenciadas, corroem silenciosamente o faturamento. Além da perda de receita, as glosas geram retrabalho, aumentam custos administrativos e desgastam o relacionamento com as operadoras de saúde. Segundo dados da ANAHP , em 2021 as

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